Todo começou...
Em 13 de abril de 1977,nascia no interior da Bahia,nada mais nada menos que uma linda e pequena neném,onde meus pais resolveram chamar de Zenilde ,sim Zenilde.O nome nem eles mesmo sabem o porque,apenas acharam bonito.
Sou a segunda filha ,quando nasci minha irmão mais velha tinha um ano e meio,desde pequena já me destacava,esperta e curiosa,apesar dos problemas de saúde,natural de crianças,estava sempre indo em busca do novo,a curiosidade era tanta que as vezes me machuquei,por não ter noção do perigo,mas os dias foram passando e quando já estava com um ano e dez meses,nasceu minha irmã mais nova,e eu me tornei a filha do meio.Como hoje costumamos brincar entre família,era a casa das quatro mulheres.
E quando pensava que tudo ia bem ,começaram os problemas,eu filha do meio,como característico,me sentia desamparada,pois via a preferência do meu pai por minha irmã mais velha e minha mãe protegendo sempre a mais nova ,por ser a mais nova precisava de mais cuidados.
Mas e eu? Ninguém cuidava,nem tinha preferência,era magricela e pálida,todos duvidavam que viveria até os 7 anos.O tempo passou e fui crescendo,outros problemas de saúde vieram,mas superei todos e continuava crescendo,mas me sentia sozinha ,desamparada,o patinho feio da família.Começando aí o que hoje chamo de:A síndrome da rejeição.
Mas sobrevivi e vivi intensamente cada dia,aproveitei a chácara que morávamos,explorei a terra,tomei banho de chuva,andei descalça na terra,joguei bolinha de gude,vólei,futebol,subir nas arvores,proveis dos frutos da terra,brinquei de casinha e boneca,fiz tudo que tava ao meu alcance,posso dizer eu tive infância.
Zenilde.
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